Julho de 2024. Eu tinha 23 anos, acabava de conseguir meu primeiro emprego com carteira assinada e ganhava R$ 2.200 por mês. Depois de pagar aluguel, alimentação e transporte, sobrava pouco. Mas eu decidi que ia investir — mesmo que fosse R$ 50.
Parecia ridículo. Minha mãe achou que era perda de tempo. Mas eu comecei.
Abri conta no Tesouro Direto e comprei Tesouro Selic todo mês. Sem exceção. Nos meses ruins, eu cortava o cafezinho da padaria. Nos meses bons, eu aumentava um pouco o aporte.
Depois de 6 meses, eu tinha R$ 380 investidos. Parece pouco — e é. Mas o hábito estava formado.
Hoje tenho R$ 4.200 investidos. Parte no Tesouro Selic, parte em CDB de banco digital. Não fiquei rico. Mas tenho uma reserva de emergência de quase 2 meses de despesas — algo que antes parecia impossível.
O que aprendi: o valor do aporte importa menos do que a consistência. R$ 50 todo mês por 2 anos vale mais do que R$ 1.000 uma vez.